SERÁ QUE O BRASIL DEIXOU A CRISE PARA TRÁS?

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Depois de passar por dois anos de forte crise alguns setores ainda lidam com quedas expressivas, outros já dão início a sua recuperação. O cenário econômico no Brasil ainda é motivo de muita preocupação. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Contínua (PNAD) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de brasileiros que estão sem ocupação é de 14,2 milhões.

No artigo de hoje vou falar sobre as mudanças que ocorreram no cenário econômico nos últimos anos e quais são as projeções para o próximo ano.


A Reforma Trabalhista Vai Ajudar na Crise?


A crise tem repercutido de forma intensa no mercado de trabalho. Como já dito o aumento de desempregados é constante e causa consequências preocupantes. Foi a partir disso, que o Governo Federal anunciou uma nova reforma trabalhista que terá como objetivo acabar com a crise e reduzir o desemprego. No entanto, alguns especialistas defendem que essa mudança não está visando a crise, mas sim prejudicar e tirar o direito do trabalhador.


Inflação Estável é Fundamental Para o Brasil Sair da Crise

Uma das grandes surpresas do ano foi à inflação que, depois de atingir níveis altíssimos em 2015 e 2016. O Banco Central reconquistou a economia e alcançou patamares consideravelmente baixos. No entanto, ainda é preciso dizer que embora a inflação tenha reduzido as taxas de juros ainda estão elevadas. De acordo com divulgação da Focus a expectativa é de que a inflação fique levemente acima da meta, de 3,0% em 2017. A meta para este ano e 2018 é de 4,5%.


Com a queda constante da inflação, o Banco Central do Brasil passou a fazer cortes da taxa de juros. Esse indicador tinha sido mantido durante quase todo o ano de 2016 em 14,25%. Depois de oito meses da queda da inflação veio à primeira redução em quatro anos passando para 14%. Nos meses seguintes, o indicador ainda foi reduzido em outras seis ocasiões e hoje tem o valor de 8,25%.


O Mercado Imobiliário Depende de Outros Setores

Embora, todos os setores tenham sofrido com a crise, o mercado imobiliário foi um dos maiores afetados devido a algumas especificidades. Como todos sabemos para adquirir um imóvel é preciso ter uma determinada quantia, o que acaba fazendo com que as pessoas recorram a um financiamento, o que implica ficar comprometido muitos anos com a mesma dívida. Com isso, o consumidor passou a ficar mais cauteloso, pensando duas vezes antes de se comprometer com uma conta.
Dessa forma, é normal que setores como esse demorem um tempo a mais para reagir a essa situação. Geralmente, quando a economia retoma o crescimento, os primeiros setores a serem favorecidos são os de bens leve e durável. Já o mercado imobiliário depende da estabilização e da retomada o emprego para voltar a crescer novamente. Sendo assim, esse setor é um dos últimos a serem beneficiados.


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Até a próxima.